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Analistas técnicos exigem a reestruturação da carreira

Conforme alertado pelo IAF, as propostas de transformação de cargos através da transferência de atribuições começam a liquidar o instituto do Concurso público no Estado da Bahia. Abaixo, segue notícia publicada pelo jornal Tribuna da Bahia:

Os analistas técnicos do Estado estão insatisfeitos com o tratamento que o governo vem dispensando à categoria. Desde o ano passado eles aguardam a aprovação do plano de reestruturação de carreira, compatível com a função profissional que exercem. Inconformados com as distorções salariais existentes no governo baiano, que segundo eles, remunera de forma diferenciada cargos com o conjunto de atribuições iguais, os funcionários do Estado exigem uma posição da Secretaria de Administração do Estado (Saeb) que até então, não apresentou sequer uma contraproposta.

Os analistas técnicos são profissionais de nível superior, em sua maioria pós-graduados e formados em diversas áreas do conhecimento, que ocupam cargos há mais de 16 anos.

Eles servem ao governo em setores de alta complexidade de todas as secretarias da capital e interior, são ainda responsáveis pelos principais programas e projetos que compõem a gestão pública na Bahia.

Tais servidores desempenham as mesmas funções de técnicos em serviços públicos e às de gestor governamental, a diferença está apenas nos vencimentos.

A remuneração de um analista técnico nível 1 é de R$ 1.467,45; o técnico em serviço público do mesmo nível, hoje denominado especialista em políticas públicas e gestão governamental, cuja função exercida é a mesma, embora não tenha a experiência do analista técnico, recebe R$ 3.241,61.

E enquanto o analista nível 2 recebe R$ 2.006,93, o vencimento do atual especialista também nível 2 é de R$ 4.494,55.

Categoria ainda acredita no governo Conforme estudos da Associação dos Analistas Técnicos do Estado (Ateba), o vencimento da classe, que reúne na Bahia 2.526 profissionais, sendo 1.608 ativos e 918 inativos, em 1985 era equivalente a mais de três salários mínimos. Com o achatamento salarial eles recebem hoje apenas, 1,53 mínimo. Como o salário mínimo atual é de R$ 415, a remuneração inicial de um analista é de R$ 636.

De acordo com a diretora da Ateba, Sônia Rebouças o cargo de analista técnico do poder executivo é semelhante ao analista técnico do Ministério Público do Estado com iguais atribuições e fonte pagadora, as diferenças ficam por conta da remuneração que para um analista executivo é bem inferior, comparada ao salário base do analista do MP que é de R$ 1.608.

"Com essas distorções salariais, fica claro a ausência de reestruturação da carreira de analista técnico. Porque somos tão discriminados e recebemos remuneração inferior. A categoria ainda acredita nas propostas e promessas do governador e espera que a Saeb faça cumprir a promessa do governador Jaques Wagner", completou Sônia.

Para o mestre em administração e professor de administração em finanças, Antônio Magalhães Ribeiro, a continuidade do que ele chama de absurdo cometido contra os princípios elementares de uma boa política de recursos humanos, depõe contra o órgão central da administração do Estado, que segundo ele está demonstrando incapacidade em formular e implementar ações capazes de minimizar os pontos fracos que as distorções nos vencimentos provocam no funcionamento da máquina administrativa.

"Constata-se a não observância dos parâmetros técnicos adequados à fixação das remunerações, já que são subestimados os princípios de isonomia, da titulação e experiência profissional, aspectos técnicos elementareslevados a efeito nas grandes organizações, porém desconsideradas na administração estadual. Ou seja, tecnicamente é insustentável qualquer justificativa para a manutenção de incongruências tão acentuadas e incompatíveis com uma administração de salários de qualidade", avaliou Ribeiro.

A diretora de articulação institucional da Ateba, Diana Simões, afirma que o enquadramento errado retira as atribuições dos servidores em questão classificando-os individualmente no nível 1 da carreira. "O nível 1 é considerado de estágio probatório, inclusive sem ser avaliada a competência, habilidade e desenvolvimento profissional".

Diana continua ressaltando que a Ateba sempre ofereceu desde o início das negociações propostas inovadoras à Saeb, sem no entanto, ter recebido nenhuma contraproposta, ao longo desses anos. "Entendemos que mesa de negociação é para negociar propostas e não para dar notícias, essas nós lemos no Diário Oficial", atacou.

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