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Moção de repúdio aos indignos

Cada vez mais o mundo contemporâneo nos encaminha para um modo de existir excessivamente dirigido por sentimentos egoístas.

A crescente necessidade de ostentação da posse de bens materiais nos parece a única forma de sobrevivência com qualidade de vida e nesta desenfreada busca, se não nos preocuparmos com valores que nos identifiquem como seres honestos e producentemente participantes da comunidade que nos rodeia, terminamos por debilitar nossa própria existência sobre os mais variados aspectos, inclusive passamos a nos aproximar, por vezes e sem perceber, do abominável mundo das indignidades.

Destarte, independentemente do desejável espírito altruísta e coletivo ou qualquer outro sublime valor pessoal, é importante que, até mesmo por uma questão de inteligência, devamos estar sempre em sintonia com os legítimos interesses dos nossos pares sob pena de, isolados, sucumbirmos, pois os mercadores de almas do presente certamente se transformarão em péssimos mantenedores do batalhão de servos, quando, porventura, estes não mais apresentarem utilidade para os novos rumos a serem trilhados.

No nosso ambiente mais próximo, no nosso ambiente profissional, na qualidade de Auditores Fiscais, podemos registrar o desencanto, a humilhação e até mesmo o desespero estampado nas faces dos soldados que outrora, no cumprimento dos questionáveis mandamentos da cúpula, afastaram-se dos anseios coletivos e, agora, abandonados pelos seus antigos lideres, vagam num mundo de incertezas.

A história teima em se repetir e novos comandantes surgem como resposta e combate aos males pretéritos. Novas esperanças brotam nos corações dos homens e mulheres de bem, mas quase que imediatamente a tristeza reaparece, pois as anteriores práticas contrárias às normas sociais vigentes e ensejadoras dos movimentos de mudanças são mantidas e de forma, no mínimo, bastante inusitada, outras mazelas surgem e, quase que anestesiados, temos a impressão de estar vivendo um verdadeiro pesadelo.

Neste novo filme de terror, assistimos aos recentes detentores das nossas esperanças agredirem normas constitucionais, justificarem o combate aos desvios passados com desvios presentes, inverterem as regras de respeito e hierarquia, olvidarem dos legítimos interesses da sociedade em prol de descabidas exigências de um determinado e diminuto grupo e, entre outras cenas não menos estarrecedoras, assistimos e sentimos os efeitos de uma trama maquiavelicamente urdida para permitir o extermínio de uma categoria profissional composta de servidores públicos, que com muita garra e estudo, de forma legítima, assumiu o nobre mister de, utilizando-se do melhor dos seus conhecimentos e com destemor, buscar os meios necessários para que o Estado possa atender as necessidades coletivas públicas. Estes profissionais, como outros não menos dignos operários da construção social, devem lutar para que não se verifique o desmoronamento dos princípios que devem nortear as decisões dos administradores da coisa pública, decisões que devem ser erigidas em harmonia com, entre outros, a moralidade, a ética e a legalidade.

Diante desse quadro, não podemos conceber sob nenhuma hipótese a existência de pessoas que insistam em acreditar que a melhor forma de viver é aquela que lhes transforma em instrumentos do comandante de plantão para o qual devem demonstrar cega obediência. Desse modo, os Auditores Fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia que hoje lutam pelo respeito aos princípios constitucionais, pelo respeito aos legítimos anseios da coletividade e, no caso em particular, pelo resgate e manutenção da dignidade da nossa função, repudiam aqueles poucos que, em qualquer que seja o grupamento ou local (praças, gabinetes, sindicatos, etc), arquitetam ou acatam procedimentos que agridem e/ou propiciam o aniquilamento da nossa categoria.

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