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Fisco convulsionado

"Aqui na Bahia, o governador Jaques Wagner reconheceu que houve uma queda de 11% também em dezembro. Como o segmento do fisco (os fazendários) está convulsionado, realizando greves de advertência, fica difícil." (SAMUEL CELESTINO)

Assembleia em conflito

Samuel Celestino

Projeta-se um confronto na Assembleia Legislativa antes do previsto bate-chapa entre Marcelo Nilo e Elmar Nascimento para decidir quem ficará com a presidência do poder. Será a votação apressada do projeto de resolução que estabelece uma mudança na forma de votar na composição da Mesa Diretora, deixando-se de lado a tradicional votação por cédula, passando a ser eletrônica.

Sem dúvida, o painel eletrônico é um avanço, assim como o voto aberto. Mas estamos a dez dias da decisão da composição da Mesa, e a pressa para a votação estabeleceu dúvidas e, com elas, uma reação da oposição à candidatura de Nilo. Partiram do seu adversário, Elmar Nascimento, e de parlamentares do DEM, especialmente do líder Heraldo Rocha, que considera qualquer mudança às vésperas da eleição "um golpe".

Não é assim o que pensa o PT, autor do projeto (foi elaborado pelo deputado Paulo Rangel). Estabeleceu-se, deste modo, um clima de conflito com a oposição ameaçando obstruir os trabalhos legislativos, que, como se sabe, está em regime de convocação extraordinária.

Portanto, a obstrução teria uma péssima repercussão a não ser se for acompanhada da devolução do dinheiro (R$ 37,5 mil) recebido pelos deputados estaduais.

Esta semana, o problema terá de ser solucionado. Ou há um embate, antecipando-se o que poderá ocorrer na eleição para a presidência, ou se deixa o projeto de resolução para ser votado em fevereiro, realizando-se a eleição da Mesa pela forma tradicional.

Se o projeto for encaminhado à votação, é possível que a questão acabe no Judiciário, à medida que há uma ameaça de mandado de segurança para evitar mudanças às pressas no regimento inter no.

Não se sabe como está a disputa entre Elmar e Marcelo.

Ambos se consideram vitoriosos, com votos suficientes para levá-los à presidência. A união contra Marcelo Nilo, inclui o PMDB, que, de há muito, anunciou que não votaria pela sua reeleição e, ainda, propôs ao governo que apresentasse qualquer outro nome.

Na ponta do lápis, os partidos oposicionistas (e mais o PMDB) têm 26 parlamentares que estariam assegurados para Elmar, mas será preciso obter mais seis votos, para formar 32, metade mais um dos 63 integrantes da Assembleia.

Marcelo Nilo garante ter 40 votos, o que, se somados com os 26 citados, serão 66, número além dos integrantes do colegiado.

Ou Nilo tem votos dentro do agrupamento adversário, ou não é bem como ele pensa. Na verdade, Elmar Nascimento também diz que tem mais de 40. Desta forma, o confronto entre os dois fica mais eletrizante.

O último embate que aconteceu na Assembleia foi entre os ex-deputados Antônio Honorato e Isaac Marambaia. Honorato virou o jogo na madrugada véspera da eleição, por engenho e arte do deputado Luís Eduardo Magalhães, que se deslocara de Brasília para Salvador e passou a noite conversando com os parlamentares.

Mesmo assim, Isaac Marambaia obteve 29 votos, votação que assustou os carlistas.

Enfim, a forma do voto terá de ser resolvida esta semana e promete muita confusão.

Nó de marinheiro O governador de São Paulo, José Serra, deu um nó de marinheiro, que de tão bem atado alcançou o governador dos mineiros, Aécio Neves: convidou Geraldo Alckmin, com quem parecia estar com relações estremecidas, para ser seu secretário do Desenvolvimento, e a resposta foi positiva.

Alckmin, depois de derrotado por Kassab, do DEM, para a Prefeitura de São Paulo com o apoio de Serra, estava com cara de paisagem sem saber como se situar.

O governador, ao disparar o convite, emprega Alckmin e lhe cede espaço para uma candidatura em 2010, enquanto se reforça politicamente dentro do PSDB e lacra São Paulo em torno da sua candidatura, com exceção, naturalmente, do PT.

As dificuldades I – Enquanto Serra mostrava destreza política ao convidar Alckmin, o presidente Lula e a sua candidata Dilma Rousseff tiveram ontem um dia de tristeza, ao ser anunciado pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, portanto anúncio oficial, que o País perdeu em dezembro cerca de 655 mil empregos com carteira assinada, queda só igualável à que ocorreu em 1999.

Naquele ano, havia uma crise econômica instalada no governo Fernando Henrique Cardoso.

As dificuldades II – Agora nem o presidente Lula, nem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, poderão dizer que o abalo da crise na economia real não chegaria forte ao Brasil. É forte, sim, e se espraia pelos diversos setores da economia.

Como ninguém sabe o tamanho desta crise globalizada, resta torcer que se finde neste primeiro semestre, como a maioria dos analistas acredita, de modo que o Brasil não perca os ganhos que obteve nesses dois períodos de Lula, que deu seqüência à política econômica malanista do governo anterior e colocou o País na condição de estar entre os quatro maiores emergentes do mundo.

Aqui na Bahia, o governador Jaques Wagner reconheceu que houve uma queda de 11% também em dezembro. Como o segmento do fisco (os fazendários) está convulsionado, realizando greves de advertência, fica difícil.

A Lula seria aconselhável rezar para o novo presidente dos Estados Unidos a partir de hoje, Barack Obama, acerte nas medidas que terá de tomar no seu início de governo para combater a crise que nasceu por lá.

FONTE: http://www.samuelcelestino.com.br/ E jornal a tarde de HOJE

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