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Entrevista AF - Renato Falcão

O IAF chega ao mês de dezembro com muitas realizações e uma entrevista com Renato Falcão. Homem inteligente, amante das artes e da família. Renato é o exemplo do quanto é importante manter a mente sã para uma vida com melhor qualidade.  

PÓS -APOSENTADORIA: Estou sempre buscado os desafios e de nunca ter me acomodado

Soteropolitano do bairro de Brotas, Renato Falcão é um homem inteligente, amante das artes, da família e do bom funcionalismo público. Sua história começou nos Colégios 2 de Julho Maristas, onde cursou o primário. Já no curso “científico” optou por estudar no Colégio Central, devido a qualidade do ensino público na época. “Isso porque seu ensino na época era melhor e, para quem ia fazer vestibular, era mais garantido passar. Hoje, isso também seria impensável. Fiz e passei no vestibular para Engenharia Civil, cursando então a Escola Politécnica da Universidade da Bahia, onde me formei em 1966”, conta.

Mas além de se dedicar à área de exatas, Renato também estudou piano clássico e ainda ingressou nos Seminários de Música, criado pelo conhecido reitor Edgar Santos. No entanto, o vestibular exigiu muita dedicação de Renato, que teve que abandonar as aulas de música. “Abandonei as aulas, mas o piano sempre esteve comigo. Continuei tocando e até hoje ainda toco. A música teve e tem uma grande importância em minha vida.  Até toquei em uma bandinha, quando mais jovem”, lembra.

Formado engenheiro, Renato trabalhou em obras, mas logo fez concurso para ingressar na Petrobras, na 1ª equipe de Analistas de Sistemas na Bahia. Da Petrobrás foi para o Banco Econômico, onde atuou na área de Sistemas, até tornar-se gerente de Desenvolvimento de Sistemas. Em seguida atuou na CERB, onde criou a área de Informática, e depois foi trabalhar no Polo Petroquímico, na Polialden, onde exerceu os cargos de Gerente de Sistemas e Gerente Administrativo da fábrica. Nessa empresa, Renato fez estágio de 15 dias na Mitsubishi, no Japão. Renato também abriu uma empresa de informática que trabalhava com software, treinamento e comercialização de equipamentos. Mas 2002, aos 58 anos, fez concurso para o Estado da Bahia e ingressou na Saeb, como Gestor Governamental e depois ocupou o cargo de Diretor Administrativo na Secretaria da Justiça. Em 2004, fez concurso para Auditor Fiscal e em 2013 se aposentou.

Casado há quase 50 anos, Renato teve três filhos e seis netos. “O que mais me alegra na vida é saber que tenho uma família unida e feliz. Claro que temos problemas, mas quando vejo o que acontece no mundo com várias famílias, agradeço a Deus por essa graça”, afirma. Mesmo após completado o tempo de aposentadoria, Renato continuou trabalhando na SEFAZ e como Auditor na Secretaria da Saúde, até 2016, quando encerrou a atividade profissional. “Eu ainda não me sinto um aposentado. Continuo sempre em atividade, participando de duas entidades, além do IAF. Dificilmente o tempo me sobra. Gosto de ler muito, escrever quando tenho inspiração, tocar piano e teclado, jogar tênis quando acho parceiro e assistir TV. Também jogo dominó, buraco e xadrez às vezes. Eu e minha esposa viajamos muito, inclusive diversas vezes ao exterior. Gostamos de passar temporadas à beira mar, com filhos e netos. Às vezes fazemos caminhadas e gostamos de almoçar ou jantar fora, também com amigos”, afirma.

Dos muitos orgulhos conquistados ao longo da trajetória, Renato pontua a implantação do sistema de controle da manutenção da refinaria de Mataripe, o qual tornou-se modelo para outras refinarias; a criação de vários sistemas de âmbito nacional no Banco Econômico com chefia de equipes de implantação de sistemas em dezenas de agências e em quatro Centros Regionais: Salvador, Rio, São Paulo e Recife; a implantação de um sistema integrado que abrangia a parte industrial, administrativa e comercial no Polo Petroquímico; o convite recebido do IBM para fazer palestra em São Paulo para empresários da área petroquímica; e a implantação do portal Bahia.gov na Saeb.

De acordo com Falcão, apesar de ter seguido uma carreira de “exatas”, manter o interesse pelas artes é um ponto de muito alegria na vida. “Pratico o hábito de escrever artigos e contos, tendo alguns já publicados. Ganhei o primeiro lugar com um conto, no último concurso de literatura promovido pela SAEB. Depois de aposentado, fiz uma pós-graduação em filosofia na Universidade de São Caetano do Sul, em São Paulo. Durante 18 meses fui todos os meses para lá assistir aulas presenciais e participar de intensos debates. Ao final, defendi uma tese sobre Descartes, que obteve a nota máxima. Aprendi muito. Outra coisa pela qual me interesso é o trabalho social, nesse caso numa Associação que mantém uma escola para crianças carentes no bairro do IAPI. Estamos lá há 27 anos, trabalhando para dar uma educação completa, incluindo alimentação diária, artes, informática reforço escolar e ética. Faço parte do Conselho dirigente, como vice-presidente”, conta.

Questionado sobre a vida pós-aposentadoria, Renato afirma. “Considero boa e tento torná-la proveitosa para mim e para outros. Tenho tido boa saúde, apesar de alguns problemas que a idade me trouxe. O convívio com filhos e netos tem sido importante e gratificante. Tenho vários planos e tenho me esforçado para realizá-los. Isso às vezes me frustra, pelas dificuldades que encontro, mas tento contornar os obstáculos, procurando ser menos perfeccionista. Aprendi, com um chefe que tive, que ‘o maior inimigo do bom é o ótimo’. Me orgulho em estar sempre buscado os desafios e de nunca ter me acomodado”, diz.

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