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Entrevista - AF Luiz Otávio Lopes

A série de entrevistas com Auditores Fiscais aposentados segue a todo vapor. Desta vez o entrevistado do IAF é Luiz Otávio Lopes. Confiram:

PÓS APOSENTADORIA: “Uma grande paixão na vida: jogar “buraco”

Luiz Otávio Lopes nasceu em 1947,no Povoado de Caraíbas, município de Paramirim, a 700 km de Salvador. Filho de pais humildes, fezo primário numa escola pública em Caraíbas, seguindo depois para cursar o ginasial na cidade de Paramirim. Como meus pais não tinham condições financeiras para me manter em outro lugar que tivesse o ‘científico’, sem opções de outros cursos, fiz o Magistério, único existente em Paramirim. Em 1971, vim para Salvador onde me formei em Economia na Universidade Federal da Bahia. Iniciei minha vida profissional no ex-Baneb, como Analista de Crédito Rural e fui Assessor da Diretoria do Fórum Rui Barbosa, do Tribunal de Justiça da Bahia. Em 1977, fui aprovado no 1º Concurso Público da Sefaz para o Cargo de Agente Fiscal e em 1978, aprovado nos primeiros Concursos Públicos para os Cargos de Analista Financeiro e Auditor Fiscal, tomando posse nesse último, em 28.08.1978”, conta.

Iniciou suas atividades no serviço interno, trabalhando 10 anos no prédio sede da Sefaz, exercendo chefias em vários órgãos (SEPAF, SEFIS, SETEF, etc.) e Assistente de Diretoria a diversos Diretores do DAT, hoje, SAT. Nesse período Luiz Otávio participou de vários projetos inovadores e relevantes como: Implantação da Programação Fiscal, do Cadastro Geral de Contribuintes, Projeto das Microempresas, criação das Agências Fazendárias, entre outros.  “Em 1985, nossos vencimentos estavam extremamente defasados, houve a criação de uma “Comissão” para propor mudanças na GAF, apresentei um “Trabalho Técnico”, sugerindo cinco propostas, sendo aprovadas três delas, corrigindo, satisfatoriamente, nossos vencimentos.

Em 1987, fui designado Inspetor Fazendário em Brumado, exercendo o cargo até 1991. Permaneci na Infaz como Supervisor de Trânsito, até 1993. Em seguida, fui trabalhar nas “volantes de fiscalização” e nos Postos Fiscais da DEREF de Vitória da Conquista, atuando, também, em todos os “Postos Fiscais de Fronteiras”, através da DFMT. Em 2000, retornei para Salvador sendo designado para a IFMT, exercendo minhas atividades em diversos órgãos, como: Correios, Grupo Shopping, PF-CODEBA, PF- Honorato Viana, PF- Aeroporto, “Apurações de Denúncias” entre outros. Em termos de resultados, em 2006 o IAF fez um levantamento para verificar os Auditores Fiscais (comércio e trânsito), que reclamaram créditos fiscais acima de R$1.000.000,00, foram classificados 57 Auditores, nossa equipe (no trânsito) ficou em 17º lugar (no geral) e a 1ª no Trânsito. Em 2008, nossa equipe lavrou no PF- CODEBA o maior auto de infração no trânsito até essa data, recolhendo aos cofres do Estado R$ 2.890.000,00. Em 2010, apurei uma “Denúncia Anônima”, encaminhei à INFIPE, originando a “Operação Citrus” e uma autuação superior a R$ 4.000.000,00 de créditos reclamados. Mas o que mais me orgulha de tudo isso, é ter trabalhado quase 37 anos na SEFAZ, tempo maior gerenciando pessoas e não ter nenhum atrito ou discursão que fosse, com colegas, funcionários ou contribuintes”, ressalta.

A dedicação ao trabalho sempre foi sua principal característica. Apesar do bom reconhecimento profissional, Luz Otávio não parou de se dedicar aos estudos e nem buscar aprimoramentos para a atuação. Fez, ainda, o curso de Ciências Contábeis. “Talvez, seja o Auditor Fiscal que tenha mais cursos e treinamentos destinados exclusivamente às atividades da Sefaz. São mais de 800 horas, suficientes para mais dois cursos superiores. Fui também, Instrutor da Escola de Administração Fazendária (EAF), onde pude transmitir aos colegas conhecimentos que adquiri na Grande Escola” Sefaz. Orgulho, imensamente, de ter participado e vivenciado da “Família Fazendária”. Foi e continua minha casa”, afirma.

Sempre disposto a trabalhar e ocupar os dias, antes mesmo de se aposentar, Luiz Otávio fez o curso de Técnico em Transações Imobiliária (TTI) e começou a atuar como Corretor de Imóveis. Além disso, recentemente, passou a dedicar-se à construção civil. Então, quando a aposentadoria chegou permaneceu em plena atividade.  Atualmente dedica seu tempo a sua maior paixão: Jogar buraco. “Participo de três grupos: um de aposentados, onde jogamos no Imbuí, o de “Baralho Chorão e Pixotão” e aos sábados no Clube Asfeb. Quando vou à Paramirim, nas horas vagas, jogo todos os dias, normalmente à tarde, no Clube Sênior, na “garagem/cassino” de Marcelão e em nossa casa. Para mim, jogar buraco é uma das melhores coisas da vida. É tanto, que estou escrevendo um livro sobre o assunto, intitulado “Teoria e Prática do Jogo de Buraco”, a ser lançado brevemente”, contou.

Mas engana-se quem pensa que Luiz Otávio se sentiu triste pós aposentadoria. Segundo ele, esta fase da vida é definida como “Excelente”. “Aconselho aos colegas que pensam em perpetuar na Sefaz, aposentarem. É a melhor coisa da vida. E não pense que você vai ficar parado. Aparece mil coisas para você fazer. Além disso, temos que viver o presente, o agora. O futuro a Deus pertence. Em poucas palavras defino minha vida após a aposentadoria, como excelente. Mais tempo para dedicar à família, disponibilidade de tempo para fazer o que quero. A aposentadoria nos proporciona uma melhor qualidade de vida, pois podemos programar nossas atividades, fazer um melhor controle alimentar, tempo para as caminhadas, exercícios físicos etc”, garante.

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